quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Atleta da Pé de Vento Caixa, Confiram Presença na Meia Maratona Faz Um 21 em Petrópolis


A equipe Pé de Vento Caixa, estará presente com cinco duplas, 4 no masculino e 1 mista no feminino, na Meia Maratona Embratel Faz um 21, neste domingo dia 25 de novembro na cidade de Petrópolis .
A equipe Pé de Vento é a equipe que mais venceu das 29 edições já realizada os atletas da equipe petropolitanas soma um total de 19 pódio sendo 13 vitórias, em duplas, conheça as duplas que estarão correndo domingo, aqui em Petrópolis.
Gilberto Lopes e Valério Souza >>> Cesar Fernandes e Axandro de Paula >>> João Carlos e Lazaro souza >> Jose Eloy e João Marcos, feminino Jessica Ladeira e Camila Santos
A CORRIDA será disputada em dupla, em um percurso com distância de 10,5 km (O percurso tem 5,25 km, e cada atleta vai correr 2 vezes nele, totalizando os 10,5 km por atleta). Os integrantes da dupla somarão 21 km, sendo que cada um deve correr 10,5 km, e sua colocação será o somatório de tempos da dupla. A prova terá a duração máxima de 02 horas.
Com a largada marcada para às 08:21h, a prova tem um formato diferenciado: é realizada em duplas e cada competidor percorre 10,5 km, somando 21 Km. Os dois integrantes largam juntos e a dupla campeã é determinada pelo somatório do tempo dos dois corredores, o que no final gera uma grande expectativa, já que não basta ser o primeiro, mas também torcer pelo seu parceiro.
A MEIA MARATONA FAZ UM 21 também conta com um sistema informatizado de chip, que todo participante retira no dia do evento para aferir o seu tempo. No final da prova, com a devolução dos chips, os atletas podem checar seu tempo e a colocação da sua dupla no site www.cronoserv.com.br.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Atletismo: Marilson é eleito o melhor atleta do ano



A lista dos melhores atletas do ano foi divulgada nesta quarta-feira, dia 21, pelo Comitê Olímpico Brasileiro. Do Atletismo, o nome escolhido pelo COB foi o do maratonista Marilson Gomes dos Santos.
Quinto colocado na prova na Olimpíada de Londres, em agosto deste ano, o corredor tem um dos principais currículos do fundo latino-americano.
Entre seus títulos mais importantes está o bicampeonato da Maratona de Nova York (venceu em 2006 e 2008). Marilson também foi campeão da São Silvestre em três oportunidades: 2003, 2005 e 2010. No Mundial de Meia Maratona foi duas vezes top 10: em Údine (2007) ficu com o 7º lugar e no Rio de Janeiro (2008) acabou na 8ª colocação. No Mundial de Atletismo de Helsinque (2005) foi o 5º na maratona.

Além disso, nos Jogos Pan-Americanos, foi campeão dos 10.000 m em Guadalajara (2011). Em Santo Domingo (2003) e no Rio de Janeiro (2007), foi vice-campeão dos 10.000 m e medalha de bronze nos 5.000 m. Na capital da República Dominicana, seu terceiro lugar nos 5.000 m, se constituiu na 100ª medalha do Atletismo nacional conquista na história do PAN.

É recordista sul-americano das duas provas olímpicas de fundo em pista, com 13:19.43, nos 5.000 m, e 27:28.12, nos 10.000 m. Em corridas de rua, é recordista dos 15 km (42:15) e da meia maratona (59:33). Em maratona, tem a segunda melhor marca sul-americana, com 2:06:34.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Conheça a fabrica Pé de Vento, a Incrível História do Eloy


Reportagem de Paulo Prudente, Revista Contra-Relógio – Out/2012

“Cuidamos bem do nosso jardim. Ele tem muitas flores e as borboletas sempre aparecem”. Foi com esse toque de poesia, típico de quem, no ambiente altamente competitivo, quer aliviar a tensão, que o Henrique Vianna, treinador da Equipe Pé de Vento Caixa, disse como os novos talentos são descobertos.
“Nosso trabalho sempre foi feito com seriedade e há algum tempo colhemos os resultados. Cuidamos bem dos nossos atletas e eles obtém sucesso na carreira esportiva. Já não precisamos ir atrás de novos talentos. Eles vêm até nós”, explicou em seguida o treinador.
Vêm e, desde abril, com o patrocínio da CAIXA, permanecem na Pé de Vento. Aliás a “fuga” de talentos formados na Pé de Vento sempre incomodou o Dr. Henrique Viana. Médico do esporte por formação, maratonista por amor, treinador de atletas de elite por vocação e, por conta de tudo isso, membro do conselho técnico da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Henrique Viana fundou a Associação Atlética Pé de Vento há quase 30 anos. Durante todos estes anos viu seus principais atletas seguirem a carreira em outras equipes.

Eliezer, Giovani e Fabiano, Circuito Golden for Rio

“Isso sempre foi uma grande preocupação. Quando um grane talento nosso conseguia seu apogeu, saía da Pé de Vento. Aconteceu com Ronaldo da Costa e Franck Caldeira. E o que mais nos preocupava é que estes atletas não mantinham o mesmo rendimento nas novas equipes. O Franck Caldeira, por exemplo. Todos os seus títulos importantes – três vezes campeão da Volta da Pampulha, duas da Meia do Rio, uma da Maratona de São Paulo e da Maratona dos Jogos Pan-Americanos – foram conquistados como atleta Pé de Vento”, diz o treinador.
Henrique Viana tenta evitar polêmica não hesita em apontar alguns motivos que levam os atletas a mudar de equipes e cair de rendimento.
“Isso pode acontecer por vários motivos, como falta de profissionalismo, falta de sonhos ou ainda por distúrbios de personalidade. Muitos esquecem que devem ser profissionais e encararem a carreira como tal”.
Mas, segundo o treinador, a realidade agora é outra. Com o patrocínio da CAIXA, a Pé de Vento passa a ter ainda mais destaque no cenário do atletismo brasileiro. “Passamos além do ponto de descobridores e formadores de talentos para também torná-los campeões a nível mundial”.

Gilberto e Gilmar

Dois desses talentos são vistos pelo treinador como fortes candidatos a defender o Brasil e lutar por medalhas nas Olimpíadas de 2016. Os irmãos Gilmar e Gilberto Silvestre Lopes estarão com 27 anos e deverão estar entrando na melhor fase de suas carreiras.
“Não começamos agora a trabalhar os atletas que podem conquistar vitórias importantes em 2016. Isso já vem sendo feito há algum tempo. Além de treinador sou um pesquisador do atletismo de fundo. Estudamos a linha de ascensão e evolução dos atletas e sabemos que eles chegam ao auge da forma física e técnica entre os 28 e 32 anos”, conta Henrique Viana, que em junho de 2013 comemora 30 anos de Pé de Vento.
Atualmente, Gilberto e Gilmar ocupam a terceira e quarta posições no ranking nacional dos 10 mil metros. Na frente, dois outros atletas da Pé de Vento: Damião Ancelmo de Souza (33 anos) e Giovani dos Santos (31 anos). Gilberto ocupa ainda a segunda posição no ranking dos 5 mil metros; e Gilmar a sétima posição no ranking da Meia Maratona, prova não olímpica.
“E eles ainda não estão na idade que consideramos ideal para estas provas. Estão na sua linha de ascensão e evolução”, afirma o treinador.
Mas como uma equipe de alto rendimento se prepara para um ciclo olímpico? Na prática, segundo Henrique Viana, pouca coisa muda. O trabalho é sempre de curto prazo – próximas competições -, médio prazo – para o ano de 2013 – e longo prazo – 2014 em diante. “Procuramos dar um bom treinamento e boas condições aos atletas. Cuidamos do caminho deles. O sucesso e os bons resultados são consequências desse caminho. Nossa característica maior é a de formação de talentos e ao longo de nossa história até acabamos formando bons atletas para outras equipes. Agora com o patrocínio isso deve mudar e vamos conseguir manter os atletas até o auge de suas carreiras”, explica o treinador.

Dr. Henrique Orientando os atletas

Atualmente a Pé de Vento mantém dois pólos de treinamento, em Itamonte, interior de Minas, e Petrópolis, na Serra Verde Imperial, interior do Rio de Janeiro. Em Petrópolis, onde há alojamento masculino e feminino, os atletas treinam no Parque de Exposições de Itaipava. Em Itamonte, onde há espaço apenas para os homens está sendo construído um centro de excelência para o atletismo nacional.
“O lugar foi escolhido pela possibilidade de variar os treinos no nível do mar e na altitude. Muito se fala a respeito disso, mas hoje já é fato que treinar e viver na altitude não traz benefícios adicionais. Pesquisas recentes mostram que o ideal é treinar forte ao nível do mar e fazer os treinos leves e de rodagem, assim como o repouso, na altitude”, diz Henrique Viana.
Responsável pela revelação de talentos como Ronaldo da Costa, Eder Moreno Fialho, Luiz Antonio dos Santos e Franck Caldeira, entre outros, a Pé de Vento apresenta números expressivos quando o assunto é o sucesso dos atletas pratas da casa. De acordo com as pesquisas do treinador Henrique Viana, no cenário nacional apenas 20% dos jovens que ingressam no atletismo obtém sucesso no esporte na fase adulta.
“Aqui na Pé de Vento é exatamente o inverso. Temos 80% de sucesso. E não é comum nossos atletas fazerem tanto sucesso nas categoria de base, como a juvenil. O sucesso vem mesmo na fase adulta. E sabemos que a maioria dos atletas que deixam a Pé de Vento antes de completar o seu ciclo de formação, não mantém sua linha de ascensão e evolução”, garante o treinador.
Atualmente, os destaques da equipe são os gêmeos Gilmar e Gilberto, mas o treinador Henrique Viana também aposta em outros nomes.
“Os gêmeos estão evoluindo bem, sendo que o Gilberto tem uma preocupação muito grande com sua carreira. O Giovani também. Ele foi o terceiro em Vitória – 10 milhas da Garoto – e o primeiro brasileiro com a excelente marca de 47min29. A sétima melhor marca da história do Brasil nas 10 milhas. Até o último Mundial de Meia Maratona ele foi para ganhar experiência e agora vai com intenções de buscar um bom resultado. O Gilberto é sensível a contusões, mas se conseguirmos evitar isso, o que sempre conseguimos, teremos eles dois mais o Gilmar brilhando nos próximos anos. E acompanhando os três, jovens talentos como Thiago André e Jéssica Ladeira”.
Aliás, é com idades entre 14 e 16 anos – há casos de atletas mais velhos, mas não é comum – que estes jovens chegam à Pé de Vento vindos principalmente de famílias pobres do Nordeste e do interior de Minas, em busca de uma oportunidade no esporte. Em Petrópolis ou em Itamonte, os atletas treinam em dois períodos e os mais jovens são incentivados a estudar e completar ao menos o 2º grau. O acompanhamento destes atletas é minucioso e quando algum deles apresenta um potencial que o caracterize como uma jovem promessa olímpica, a Pé de Vento procura estreitar o relacionamento com a família, mas sem qualquer ajuda ou interferência do Comitê Olímpico Brasileiro.
Além dos treinos, quando têm a oportunidade de interagir com os atletas de elite, os mais jovens têm também um calendário oficial de provas, onde a Pé de Vento marca presença. José Cícero Eloy acompanha este trabalho de perto.
“Existem para eles provas importantes, embora com distâncias menores, que seguem as exigências da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), como os Estaduais, o Brasileiro e o Sul-Americano de Pista e de Cross Country”, diz Eloy.
Protocolo Pé de Vento de avaliação
São raros os casos em que um atleta jovem chega à Pé de Vento indicado por alguém ou já com alguma bagagem de alto rendimento. Para saber o real potencial deste atleta, o treinador Henrique Viana, e os demais profissionais da equipe, seguem um protocolo de avaliação para estabelecer uma referência do seu possível sucesso no atletismo.
“Este protocolo analisa inicialmente o primeiro resultado do atleta, e se baseia no que ele fazia de atividade física nesta época, Depois coletamos todos os seus resultados até a presente data com toda a variação do seu treinamento. Também avaliamos o seu biotipo, sua vontade de correr, QI, QE. E após seis meses é feita outra avaliação para confirmar tudo”.
Já passaram por este protocolo, atletas como Artur Castro, Ronaldo da Costa, Luis Antonio dos Santos, Éder Moreno, Franck Caldeira e recentemente os gêmeos Gilmar e Gilberto Silvestre Lopes. Entre os mais jovens, recém-chegados à Pé de Vento, Thiago do Rozário André, 17 anos, que treina em Itamonte, já é visto como uma jóia rara. O jovem recebeu nota máxima (85) e manteve a nota seis meses depois. Para se ter uma ideia de onde Thiago pode chegar, basta comparar sua nota com a de atletas que começaram sua trajetória de sucesso na Pé de Vento.
Ronaldo da Costa recebeu inicialmente nota 82 e após seis meses recebeu 85, nota máxima. Os gêmeos Gilmar e Gilberto, hoje com 23 anos, receberam inicialmente 82,5 e permaneceram com esta nota após seis meses. Franck Caldeira, que este ano correu a maratona olímpica, recebeu 82,5 e subiu para 83.
Os resultados do atleta tornam a comparação inevitável. “Parece um africano de primeira linha”, afirma Henrique Viana.
Os números fazem da Pé de Vento uma das maiores formadoras de talentos de fundo do Brasil. Segundo dados da equipe, o índice de sucesso desde o mirim até o sub-23, incluindo as categorias Menor e Juvenil, é de praticamente 100%. E o resultado deste excelente trabalho de base reflete-se no ranking nacional: este ano, no ranking dos 10 mil metros em pista para adultos, os quatro primeiro colocados são da Pé de Vento.
Nas categorias de base a Pé de Vento também ocupa lugar de destaque. Na categoria juvenil, Thiago Rozário – com idade para a categoria Menor – está em segundo lugar no ranking nacional com 15min01s nos 5 mil metros. No feminino, Jéssica Ladeira é a primeira no ranking juvenil dos 5 mil metros, com 17min44s.
E mais, segundo dados da própria Pé de Vento, entre os 12 melhores maratonistas brasileiros de todos os tempos, seis formaram-se na equipe. Sendo cinco entre os dez melhores e três entre os cinco melhores.
A incrível história de Eloy

Eloy e Gionani

Eloy, de camisa azul, e os jovens da Pé de Vento
Pode-se dizer que o pernambucano José Cícero Eloy, hoje com 37, não foi uma das borboletas que visitaram o jardim da Pé de Vento em Petrópolis. Ao contrário da grande maioria dos atletas da equipe, que chegam por conta própria, Eloy entrou para a Pé de Vento de forma inusitada, embora sua origem seja bem parecida com os demais atletas.
Nascido em Garanhuns, Eloy desembarcou no Rio já adulto com o sonho de ser jogador de futebol. Não conseguiu, trabalhou numa padaria e de lá foi trabalhar num grande frigorífico. Ele mesmo faz questão de dizer, com o seu jeito simples e bem-humorado, que passou “alguns anos da sua vida carregando lingüiças nas costas”.
Numa de suas folgas, Eloy resolveu conhecer a Cidade Imperial junto com o irmão. Nunca teve a pretensão de ser corredor, tampouco sabia que tinha algum potencial. Mas ao saber que haveria uma corrida rústica em Petrópolis, não pensou duas vezes. Mesmo sem o material adequado – estava de bermuda e ‘conga’, Eloy alinhou e largou com os outros atletas. “Não fazia a menor ideia de que aquela largada mudaria minha vida”, afirma Eloy.
Eloy largou e manteve-se na ponta da prova ao lado de Eder Moreno Fialho, atleta da Pé de Vento e então um dos melhores fundistas do Brasil. O fato, de imediato, incomodou o treinador Henrique Viana, que acompanhava a prova para fazer algumas fotos do seu melhor atleta na época. “Não era uma prova importante. Era algo festivo e a vitória do Eder era tida como certa e tranquila. Mas a presença daquele corredor desconhecido, de bermudas, fez com que eu não conseguisse fazer as fotos do Eder”, conta o treinador.
Eloy correu até o km 6 lado a lado com Eder e completou a prova, de 10km, em 40 minutos. “Quebrei no caminho e não conseguir acompanhá-lo”, diz Eloy.
O fato chamou a atenção do treinador da Pé de Vento que logo saiu á procura daquele corredor desconhecido que quase acabou com a festa de sua equipe, e logo na cidade que a acolheu. “Não consegui encontrá-lo e já havia desistido” conta Dr. Henrique.
Mas parece que Eloy tinha um lugar reservado na equipe. “Dr. Henrique acabou me encontrando no banheiro e perguntou se eu queria entrar para a Pé de Vento. Eu fiquei espantado e perguntei: o que é Pé de Vento?”, conta Eloy, que aceitou o convite e pouco tempo depois faria os 10k em 28min37.
Hoje, José Cícero Eloy, formado em Comunicação Social com inglês e espanhol fluentes, é uma referência para os jovens atletas da Pé de Vento e além de ajudar na parte técnica trabalha no setor de Comunicação e Marketing da equipe. “Nada mal para quem chegou aqui no Rio com uma enorme timidez, matutão e sempre foi bicho do mato. Costumo dizer que o atletismo me descobriu e hoje eu tento retribuir com o meu trabalho”, completa Eloy.
O mestre Henrique Viana

Dr. Henrique Viana

O treinador da Equipe Pé de Vento, Henrique Viana é um dos profissionais mais respeitados e vitoriosos no atletismo de fundo no Brasil. Henrique Viana começou a correr em 1975, quando estudava Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
“Praticava esportes como vôlei, tênis de mesa e futebol. Mas nada de corrida. Tive a oportunidade de participar de uma competição interna da universidade e me inscrevi nestas modalidades. Mas decidi me inscrever também na corrida, já que todos diziam que eu seria um bom corredor. Venci a prova e não parei mais de correr”, conta o treinador, hoje com 63 anos.
Henrique Viana venceu a prova sem jamais ter treinado. Mais, fez um tempo digno de um atleta de elite.
“Fiz os 7.400m em 23min58s. Aí começou a nascer o treinador Henrique Viana. Como eu tinha quem me treinasse, comecei a pesquisar o tema e a acompanhar o treinamento de alguns atletas. Como corredor, participei de 12 maratonas, completando todas entre 2h52min e 3h e pouco”.
Em 1977, Henrique Viana mudou-se para a Cidade Imperial e dois anos depois começou a passar dicas sobre corridas para o atleta Sérgio Luis Rodrigues, hoje um de seus melhores amigos. Os bons resultados fizeram com que outros corredores procurassem Henrique Viana. Nascia ali, de maneira informal, a Pé de Vento. Até que em 1983 Henrique Viana organizou um grupo de corridas com os amigos. O amor pelo esporte o fez inaugurar uma loja de artigos esportivos, batizada de Pé de Vento, que mais tarde daria nome também à equipe. Até então, o treinador sequer pensava na possibilidade de criar um grupo de alto rendimento.
“Não imaginava que tudo tomasse esta proporção. Na época, queríamos apenas criar um grupo com uma identidade própria. Embora buscássemos melhorar nossa performance, não pensávamos em ser o que somos hoje. O nome Pé de Vento, na verdade, surgiu em 1977. Nesta época havia uma novela com o ator Nuno Leal Maia. Ator principal e em boa forma física, ele se passava por um corredor de rua e vencia todos as provas até receber o nome de Pé de Vento. Na época pensei comigo que no dia em que eu fundasse uma equipe, este seria o seu nome”.
Mas com apenas três anos de existência – e sem a pretensão do alto rendimento – a Pé de Vento viu um de seus atletas chegar ao topo. Em 1986, Artur de Castro chegou a ser considerado o melhor fundista do Brasil. Em dois anos o atleta só não chegou em primeiro em duas provas. Com ele, surgiu o slogan da equipe: “Pé de Vento, sinônimo de vitória”. De lá pra cá foram dezenas vitórias nas principais competições no Brasil e atletas de destaque no cenário internacional.
Nesta época, Dr. Henrique Viana, médico do esporte com especialização em Medicina Ortomolecular acumulava as funções de médico e treinador da equipe. Ainda encontrava tempo para, durante 17 anos, dar aulas na Faculdade de Medicina de Petrópolis.
Hoje Henrique Viana acumula as funções de treinador e médico da Associação Atlética Pé de Vento.